Pilates é a Fluidez dos movimentos
Já falamos aqui recentemente sobre a Fluidez, um dos princípios do Pilates. Alguns autores a definem como a síntese de todos os princípios do Pilates, por isso, hoje daremos uma atenção toda especial a ela, a FLUIDEZ...
Se os movimentos forem controlados, iniciando-os a partir do centro, concentrando-os com sua precisão e com a respiração completa e profunda, tudo irá fluir. O movimento tem que ser contínuo, e nunca isoladamente, assim o equilíbrio, controle e a coordenação vão estar sempre em uma constante melhoria.
É a fluidez que diferencia o Método das outras modalidades. Diferente
do que costumamos ver em academias ou esportes, no Pilates o
movimento deve ser realizado da forma mais harmônica possível,
contínua e ritmada.
Observando
os movimentos de uma criança saudável, percebemos que o movimento é
livre, solto, fácil, natural. O movimento é gracioso, tem força e
vigor, velocidade e flexibilidade. Já nós, adultos, acostumamos repetir constantemente os mesmos movimentos todos os dias, diminuindo
a habilidade corporal e consequentemente a fluidez natural.
O
sistema nervoso, toda a estrutura esquelética e nossa musculatura,
são os elementos responsáveis pelos movimentos. São as mensagens
que vão e vêm do sistema nervoso que fazem o movimento acontecer. E
como nosso cérebro recebe o mesmo padrão de movimentos sempre da
mesma forma, esse padrão fica impresso no banco de memória
muscular. E é por isso, que a fluidez corporal é perdida. Porque
ela se torna automática.
Para revertermos esse processo, é necessário que reaprendamos
e reeduquemos o corpo. Para
isso precisamos:
- Pensar em bons movimentos;
- Praticar bons movimentos;
- Torná-lo automático formando um engrama (memória muscular)
Observando
pessoas se movimentarem nas ruas, podemos perceber cada uma com seu
padrão próprio. Algumas caminham ou correm e se exercitam de forma
mais fluída e outras de forma mais “brusca”. É um pé que toca
mais forte o chão que o outro, uma passada mais suave, outra passada
mais forte, movimentos sincronizados, movimentos sem ritmo. Correr
batendo os pés fortemente no chão, descarregando todo o peso nas
articulações, correr tocando suavemente os pés no chão,
respirando, travando a respiração, soltando os ombros ou
tensionando-os.
Tudo
isso vira um hábito - engrama, que automatizamos e convivemos com ele.
Se o padrão estiver correto, ótimo! Dificilmente sentiremos dores,
distúrbios nos músculos e nas articulações. Mas se estiver incorreto, podemos
ter que conviver com ele por toda a vida.
Mudar,
depende exclusivamente de nossa atitude diária. É preciso, em
primeiro lugar, tomar consciência, adquirir disciplina, e tornar o
padrão correto.
Isso,
só trará benefícios ao corpo e à mente.
Fonte: http://pilateandof3.blogspot.com.br



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